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Joan(a) Miró em Serralves

Joan(a) Miró em Serralves

"Aha! Uhu! O Miró é nosso!”

De repente me deu uma vontade maluca de sair por aí gritando essa frase aos quatros ventos. Não entenderam? Ok, já explico.

Imagino que vocês já tenham ouvido falar do Miró, certo? Joan Miró, grande pintor e escultor espanhol, nasceu em Barcelona e as suas obras estão expostas em museus super legais do mundo inteiro, como por exemplo em Nova York, Paris, Edimburgo, Bruxelas, Berna, Madrid, Londres e, é claro, em Barcelona.

Nós fomos conferir um pouco da sua arte na cidade do Porto, na Fundação de Serralves.

 A chegada dessa coleção em Serralves foi uma longa história! Vou tentar ser breve, apenas para vocês entenderem.

A maior coleção privada do mundo de Joan Miró pertencia ao Banco Português de Negócios (o BPN), porém com a nacionalização da instituição, todo esse acervo acabou nas mãos do Estado.

As 85 obras de Joan Miró que estiveram guardadas durante a investigação num cofre da Caixa Geral de Depósitos (banco público português) e, depois de quase terem sido leiloadas em Londres, acabaram por ser resgatadas pelo Estado e podem ser admiradas hoje nas salas da Casa de Serralves.

Então, finalmente: o Miró é nosso!!!!

Nós decidimos fazer a visita numa sexta-feira de manhã para evitar o primeiro fim-de-semana lotado da mostra, mas ainda assim enfrentamos muito movimento.

A exposição, como eu já disse, está na Casa de Serralves, um grande exemplo de art déco em Portugal, que foi adquirida pelo governo português em 1987, uma casa linda!

A Fundação de mesmo nome foi criada em 1989 e o Museu abriu as portas pela primeira vez dez anos depois, quando foi integrado nos jardins da Fundação.

Aliás, os jardins da Fundação simplesmente já valem uma visita. As esculturas do parque fazem parte de uma exposição permanente, são obras que pertencem à Coleção da Fundação de Serralves. Como já tínhamos visitado a Fundação noutra ocasião, fomos apenas à exposição do Miró dessa vez.

A exibição inclui cerca de 80 obras do artista (das tais 85), abrangendo um período de seis décadas, de 1924 a 1981. O trabalho de Miró é variado e impressiona por sua abrangência. O que me encantou mesmo foram as cores, é algo que chama de imediato a nossa atenção.

Confesso que tive vontade de levar muitas dessas obras diretamente da cidade do Porto para a minha casa.

Agora vou confessar algo: algumas obras pareciam os desenhos do Martin (que os especialistas não me escutem).

A exposição ocupa dois andares da casa. Há uma sala especial com um telão que apresenta vídeos interessantes sobre o processo de criação das obras de Miró. Nas imagens, podemos observar os seus métodos e recursos de trabalho e descobrimos que ele ultrapassava a tinta e a tela.

Era um artista completo: fazia gravuras e trabalhos em cerâmica e chegava mesmo a queimar parcialmente algumas telas enquanto processo artístico.

As obras estão separadas por uma linha traçada ao chão que não deve ser ultrapassada. Acham que o Martin entendeu isso? Claro que não. Mas, ele se comportou muito bem, estava no colo e assim não era capaz de ultrapassar a linha!

Preparem os braços: é preciso força quando se vai com os pequenos, até por que não se pode entrar com o carrinho de bebê.

Importante saber:

- O bilhete para a exposição custa 11€ e também dá acesso ao parque.

- Crianças não pagam até aos 12 anos.

- No primeiro Domingo de cada mês a entrada é gratuita.

- A exposição ficará aberta até ao dia 28 de Janeiro de 2017.


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